quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Doença do Mau Humor - Distimia


COM CERTEZA VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE SOFRE DE DISTIMIA


Um dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem preocupado uma boa parcela dos psiquiatras.
De acordo esta essa entidade, 3% da população mundial - em torno de 180 milhões de pessoas - estão sofrendo da doença do mau humor. Trata-se, como diz o próprio nome, de uma patologia. E como grande parte das enfermidades psiquiátricas, a distimia, como o problema foi denominado, causa prejuízos não só a saúde. Tem repercussão na vida familiar, social e até profissional.

As causas da doença não estão elucidadas. Mas, a exemplo do que ocorre com a maioria das patologias psiquiátricas, imagina-se que a distimia seja provocada por fatores genéticos, ambientais e psicológicos. Entre estes últimos, estão conflitos em casa e superproteção e educação rígida demais. Também não se conhece com precisão suas repercussões no organismo. Já se sabe, no entanto, que o paciente apresenta uma disfunção que leva ao desequilíbrio de substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios. Entre elas estão a serotonina e a adrenalina, envolvidas no processamento das emoções. O doente também é mais vulnerável à dor. O distímico sempre acha que está doente, segundo o psiquiatra Nardi. O doente tem mais queixas físicas até por ser mais tenso e pessimista em relação a tudo e sempre tem dores de cabeça, musculares e de estômago. Segundo a psiquiatra Alexandrina Medeiros (HC SP), há relatos de baixa imunidade e alteração de pressão arterial.

Características/Diagnóstico:
Os traços essenciais da distimia são o estado depressivo leve e prolongado, além de outros sintomas comumente presentes. Pelo critério norte americano são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo para os adultos e um ano para as crianças sendo que para elas o humor pode ser irritável ao invés de depressivo. Para o diagnóstico da distimia é necessário antes excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania, assim como a depressão maior. Causas externas também anulam o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos. Para preencher o diagnóstico de depressão os pacientes além do sentimento de tristeza prolongado precisam apresentar dois dos seguintes sintomas:
* Falta de apetite ou apetite em excesso
* Insônia ou hipersonia
* Falta de energia ou fadiga
* Baixa da auto-estima
* Dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões
* Sentimento de falta de esperança

Características associadas:
Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, a generalizada perda de prazer ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Esses pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar. Geralmente os parentes exigem dos pacientes uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças. A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas freqüentes e incomodam ao próprio paciente. A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos freqüentemente da psicomotricidade.
O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.
Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.

Idade:
O início da distimia pode ocorrer na infância caracterizando-a por uma fase anormal. O próprio paciente descreve-se como uma criança diferente, brigona, mal humorada e sempre rejeitada pelos coleginhas. Nessa fase a incidência se dá igualmente em ambos os sexos. A distimia é sub-dividida em precoce e tardia, precoce quando iniciada antes dos 21 anos de idade e partia após isso. Os estudos até o momento mostram que o tipo precoce é mais freqüente que o tardio. Por outro lado estudos com pessoas acima de 60 anos de idade mostram que a prevalência da distimia nessa faixa etária é alta, sendo maior nas mulheres. Os homens apresentam uma freqüência de 17,2% de distimia enquanto as mulheres apresentam uma prevalência de 22,9%. Outro estudo também com pessoas acima de 60 anos de idade mostrou que a idade média de início da distimia foi de 55,4 anos de idade e o tempo médio de duração da distimia de 12,5 anos.
A comparação da distimia em pessoas com mais de 60 anos e entre 18 e 59 anos revelou poucas diferenças, os sintomas mais comuns são basicamente os mesmos. Os mais velhos apresentaram mais queixas físicas enquanto os mais novos mais queixas mentais.

Curso da doença:
A distimia começa sempre de forma muito gradual, nem um psiquiatra poderá ter certeza se um paciente está ou não adquirindo distimia. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois que o problema está instalado. O próprio paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou, a imprecisão gira em torno de meses a anos. Como na maioria das vezes a distimia começa no início da idade adulta a maioria dos pacientes tende a julgar que seu problema é constitucional, ou seja, faz parte do seu ser e não que possa ser um transtorno mental, tratável. Os estudos e os livros não falam a respeito de remissão espontânea. Isso tanto é devido a poucas pesquisas na área, como a provável não remissão. Por enquanto as informações nos levam a crer que a distimia tenda a permanecer indefinidamente nos pacientes quando não tratada.

Tratamento:
Os tratamentos com antidepressivos tricíclicos nunca se mostraram satisfatórios. As novas gerações, no entanto, vem apresentando melhores resultados no uso prolongado. Os relatos mais freqüentes são de sucesso no uso da fluoxetina, sertralina, paroxetina e mirtazapina.

AGORA COMO VOCÊ FAZ PARA AGUENTAR ALGUÉM QUE É MAU HUMORADO(A)?

5 comentários:

  1. Ignoro ou fico pior ...rsrsrsrsrsr

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  2. Quando não sou eu o mau humorado (vez em quando acontece né?), saio de perto...aliás, até qdo dou eu o dito cujo, me isolo para não incomodar.

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  3. Fico muito brava, acho ridículo alguém ter ataques de mau humor e ser mau educado com o próximo !!
    Todos temos problemas, mas porque contaminar o mundo ??
    Fico dando indiretas para ver se a figurinha se toca !!!

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  4. Mau humorado não se cria ao meu lado.
    Ou se afasta ou entra no jogo...

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  5. Adriana Ferreira da Silva31 de maio de 2010 13:13

    Tenho um adúvida.... O mau humor é com toda certeza contagioso... se estamos o dia inteiro ao lado de alguem mau humorado, é quase 100% de certeza que vamos absorver o mau humor da pessoa. Falo isso pq meu patrão é eternamente mau humorado, xinga td mundo, reclama o dia inteiro, detesta trabalhar, maltrata os clientes da loja, entre outros... Eu sou completamente o oposto dele, tento dar risada o dia todo, converso e trato bem td mundo, tenho respeito e educação com as pessoas. Mas é humanamenmte impossível se manter desta forma o dia inteiro, todos os dias ao lado de uma pessoa da forma que é meu patrão. Ao final do dia, estou estressada, com dor de cabeça, me encho de remédio pra dor de cabeça, não como nada. Minha pergunta é: Esse KATSO de Distimia é tão contagioso quanto o mau humor??? Se for .... eu já estou num estágio avançado de Distimia....

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